As cores antes vivas, de tonalidades cada vez mais brilhantes, subitamente voltaram ao espectro comum dos lugares que sonho. Cores pesadas, tons de cinza e escalas de preto.
E a promessa da realidade sonhada distorceu-se num presente não mais de sonho acordado, mas de sono acordado, permeado por pesadelos reais tão dolorosos e angustiantes que me fizeram querer dormir pra sempre, pra poder voltar a ter apenas pesadelos sonhados e não me importar muito, pois sei que quando acordo eles somem e, no máximo, resta um leve incômodo na alma...