E numa noite chuvosa eu abro as portas do mundo e ganho as ruas. Minhas roupas rapidamente se encharcam, meus passos começam a fazer barulhos engraçados e ocasionalmente preciso passar a mão nos olhos pra poder enxergar o caminho. Mesmo no escuro, o caminho é claro. Não sei se por tê-lo percorrido tantas vezes ou por estar acostumado com a noite. Mas continuo quase sem prestar atenção no que faço. Me divirto com o barulho do meu tênis molhado e mal presto atenção no próximo passo. Essa certeza de saber o que fazer, de onde pisar, de como caminhar e aonde chegarei é quase estranha. Não costumo ter tantas certezas, saber o que me aguarda ou o que quero fazer. Mas essa é a minha exceção. Esse é o único caminho que percorro intencionalmente com um único propósito...
A chuva fica mais forte, nunca entendi direito por que gosto tanto de de chuva. A escuridão se intensifica e eu continuo meu caminho, sem sequer me preocupar com a visibilidade ainda mais diminuída. É um caminho já trilhado tantas vezes e, no entanto, completamente diferente da última vez. Ainda assim, extremamente familiar. Esse caminho mistura mundos, me mistura com mundo, mescla o que está dentro com o que está fora. É um caminho para a loucura completa e ao mesmo tempo, para fora dela. Atualmente, a única coisa que garante um pouco de sanidade.
Já o percorri tantas vezes que o comum é a sua eterna instabilidade, a contância da sua inconstância. E mesmo sendo algo completamente novo, eu sei exatamente aonde ele chega, mesmo nunca tendo estado lá antes. Sei como é o destino e, absolutamente, não o conheço. Com um sorriso molhado e passos encharcados, continuo meu caminho, tão meu quanto de qualquer outro que o queira percorrer. Esse caminho novo e já tão conhecido pelos que buscam entender os padrões por trás do caos.
segunda-feira, março 30, 2009
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3 comentários:
parece que estão querendo fazer um blog nos seus comments. aklsdjld
eu juro que pensei isso... hahahahah
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