sexta-feira, abril 27, 2007

Vou fazer uma sessão de fotos sobre como reconstruir sua lumirária destruída por vc mesmo durante anos de uso, falta de cuidado e uma tentativa frustada de conserta-la depois de estragada. Além de ficar bem mais barato do que comprar uma nova, vc se diverte bastante achando que sabe fazer alguma coisa útil e ainda faz uma lambança danada com cola e pedaços de papel! =D
Madrugadas


Existem dois tipos de insônia, as insônias puras e verdadeiras, de passar a noite sem nem conseguir pensar em deitar (de novo) e ficar rolando na cama. E as insônias falsas, criadas e cultivadas. Alimentadas com muitos tipos de sentimentos e várias horas de falta do que fazer. Eu tenho dos dois tipos, a insônia verdadeira me incomoda menos do que a criada, e esta normalmente está associada a alguma angustia que estou sentindo, ou apreensão. É gostoso e perigoso escrever nessas horas, na verdade, estou me segurando para não escrever um hino de exaltação à escuridão ou algo do gênero pra não ficar muito repetitivo. Mas acho que vale a pena terminar esta pequena postagem com uma frase de efeito ou uma citação qualquer...
Deixe-me pensar...
E assim, esqueci quem disse, talvez tenha sido eu.
"Não, isso não se parece com ele, se me dissessem que ele cortou os pulsos e escreveu uma poesia com o próprio sangue enquanto se esvaia, aí sim faria sentido."



E não resistindo aos gritos da minha alma.....

Em algum lugar,
distante e ainda próximo,
no mais profundo, escuro,
encardido e tenebroso recanto de mim mesmo,
aonde poucas vezes eu ousava ir,
uma voz gritava.
Nunca consegui escutá-la com certeza,
mas sempre me parecia importante ouvir o que tinha a dizer.
Algumas vezes escutei a palavra AMOR,
em outras escutei palavras de dor.
Mas nunca consegui descobrir,
por mais que me esforçasse,
o que, disso tudo, fazia algum sentido....




E nada de construtivo por hoje... hehehehe Boa noite aos eventuais transeuntes.

segunda-feira, abril 23, 2007

Novo Layout

Bom, é isso, não tem muito o que explicar nem nada, cara nova, força nova, idéias novas e a boa e velha inconstância.

Ah sim, agora eu tenho uma carta na manga para escrever mais (vamos ver se consigo fazer isso de fato): um teclado infravermelho e um palm pedindo para ser usado 24 h por dia que mal me deixa dormir.

E a última novidade é mais relativo a um plano, ando pensando em adicionar gente pra postar aqui, uma equipe.... Idéia ainda sendo submetida à avaliação.


É isso, saudações aos transeuntes.
O passado deveria ficar no lugar dele, escondido bem no fundo das memórias e em alguns casos pra lá da fronteira do inconsciente, perto da divisa dos limites da imaginação.

Frase do final de domingo (e daí se hj é segunda?): "Tudo tem seu preço. E esse é o que pago por ser quem sou..."

Samuka's state: GETTING BETTER #mode on#

segunda-feira, abril 16, 2007

Às vezes lembro de postar só por que alguém deixou algum comentário...

Acho que estou perdendo a mão, estive em condições perfeitas de escrever, e no entanto, nada foi dito. Vamos ver se ainda restou algo que sirva de matéria prima para o imaterial.




Resumo da jornada


Não, não havia nada de novo, nada que já não houvesse sito dito, sentido ou pensando. Um turbilhão de imagens e sons e cheiros e gostos formaram uma densa nuvem que bloqueou toda e qualquer luz. Como todo ser acostumado a ficar muito tempo na luz, havia perdido um pouco da habilidade de enxergar na escuridão. Eu não estava mais em casa, e pior, descobri que não havia mais uma casa.

Talvez por instinto, por memórias fracas, mas impossíveis de serem apagadas, ou por pura sorte, comecei a caminhar. E percebi que havia paredes, inconstantes como deviam ser, variáveis como o esperado e eu estava me tornando sólido demais...

Uma ou duas vezes pude perceber uma luz distante, um som cristalino de uma risada e outras coisas que estavam se tornando irreais novamente. Ainda assim, batento forte nessas paredes abstratas devido à minha concretude, continuei andando, ainda sem entender direito por quê ou para onde.

Por algum motivo achei uma caminho para fora, talvez temporário, talvez irremediável. Talvez... Talvez nada! Nem sorte, nem instinto, nem desejo de luz, aliás, luz??? A verdade, a mais pura verdade, é que me obriguei a voltar pra esses lugares mal frequentados. Me obriguei a lembrar da dor, me joguei propositada e acidentalmente num abismo bem fundo, pra poder sentir a vertigem da queda, o baque do final dela e lembrar dos caminhos já antes percorridos, descendo e subindo, caminhos que queimavam como fogo e cada passo doía mais do que toda minha existência. E que agora estão marcados em mim.

Precisei me forçar, sem saber que o fazia, a me familiarizar com parte de mim mesmo que escorria por entre os dedos sem eu perceber. Uma parte essencial para que eu possa continuar vivo. E me obriguei a lembrar também que, ou eu assumo a inconstância dos caminhos, me torno as possibilidades das escolhas e a abstração das barreiras, ou corro o sério risco de perder-me de mim mesmo e levar-me ao inevitável colapso da falta de possibilidades. Não posso esquecer como se enxerga no escuro, ou não poderei mais fugir da luz e acabarei ofuscado e queimado por ela. Ainda necessito de escuridão, mas não mais de toda a dor do aprendizado de como se viver nela. Só preciso caminhar com a leveza da inexistência e a força da decisão.


Samuel