terça-feira, janeiro 10, 2006

Minha nova música ofical interina:

Eu Não Bebo Mais

Composição: Matanza

"Eu não bebo mais
Chega de beber conhaque de Alcatraz
Gasolina de avião e óleo diesel
No copo com limão

Eu não bebo mais
Show no Mercy, Reign in Blood, Death Rite
Cicuta club soda, gin é foda
Pau pereira nunca mais

Há muito tempo eu chego em casa muito mal
Sem saber direito o que que aconteceu
Eu parei, eu jurei pra minha mulher
O problema é que ela bebe mais que eu."

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu...

Acho que é roda viva a música de onde saiu isso aí de cima. É engraçado como ultimamente tem rodado mensagens "sábias" pela net. Eu já cheguei a criar duas teorias sobre essa sabedoria.
- Quando se escreve muito, sobre o que pensa, o que sabe, sobre tudo, muito mesmo, alguma hora alguém vai ler algo legal que vc escreveu e vc virará citação de sabedoria...
- Há uma inteligência maior por trás disso tudo e nem sempre a gente está de fato no controle do que estamos fazendo, daí algo que precisa circular, ser lembrado, é contado ou dito através do que estamos dizendo.

Mas ainda há outras teorias malucas, do tipo a minha preferida, nada disso é sabedoria de verdade, é só um monte de bobeira que alguem escreveu por que lhe ocorreu que seria divertido escrever aquilo e outrém interpretou de um jeito diferente, deu uma roupagem nova e disse: OLHA QUE PROFUNDO!!!

domingo, dezembro 25, 2005

Fiquei muito tempo sem computador e idéias pra postar. Não tenho a intenção de escrever pouco, se estiver com preguiça de ler nem comece...

Tô afim de falar sobre a dor, sobre a genialidade e sobre imortalidade. E pra ficar bastante confuso, sobre o ponto de intercepção disso tudo. Tudo começou com um programa de televisão aberta, e não interessa qual, que mostrou o "castelo incantato". Um lugar na Sicília, onde um cara com uma puta dor de cotovelo, uma dor profunda por ter perdido o grande amor da vida dele (mais ou menos o de sempre) esculpiu em pedra e em algumas árvores do terreno, rostos. Todos com uma expressão melancólica, de desânimo. Bom, o cara se imortalizou com a "obra" e a mulher, uma nova-iorquina, ninguém nem sabe quem era.


Depois de ter visto isso, fiquei pensando sobre muitos autores, escultores, escritores, enfim, os caras que de certa forma saíram da normalidade e se eternizaram em livros, em esculturas e em outros campos. Alguns desses caras nem tinham nada de mais legal que o resto do mundo, tirando uma dor ultra super grande que sentiam (principalmente alguns nomes do romantismo, os ultra românticos principalmente). Ou esses caras não encontraram nunca o amor que tanto procuravam e sofriam por isso, ou tinham perdido esse amor ou simplesmente criavam um dor a partir do nada, meio que num esboço de auto flagelação, masoquismo ou outra palavra que expresse essa mesma idéia (eu acho que eu inventei a minha a partir do nada, depois fui adicionando elementos). Agora, juntando um pouco tudo, será que vale a pena deixar de viver uma vida normal, uma vida razoavelmente feliz, sem muitos abalos e se divertir com o que há pra se divertir? Ou vale mais ainda se imortalizar numa forma qualquer de expressão de uma dor profunda? Alguem já leu algo que escreveu enquanto estava triste e depois ficou embasbacado com o tanto que era profundo? E claro, grande parte do que chamamos de genialidade é só o exagero de algo que todos temos em pequenas doses e os caras levaram ao extremo. Enfim, vale sofrer tanto só para ser "imortal"?

A verdade é que ando me perguntando muito se vale a pena ser só um cara sorridente e saltitante ou se cultivo meu lado "quero me matar" a extremos para poder me tornar alguém mais profundo e talvez até mais sábio. Cada vez mais estou me sentindo como não parte do que vivo, num processo continuo e inexorável de desadaptação. Com raros episódios de volta à normalidade. E espero sinceramente que tudo isso que eu escrevi seja só a lua...

segunda-feira, outubro 24, 2005

Que esse semana seja melhor que a passada. Que cada dia, por mais escuro e trevoso do mal que pareça, seja sempre mais divertido. Esse é o desejo meu de agora!

Eu até tinha pensado em algo útil pra colocar aqui, mas acontece que eu esqueci o que era, então fica por isso mesmo. Fui.

sexta-feira, outubro 14, 2005

O que é mais importante afinal? Ler poesias ou escrevê-las. Adianta alguma coisa ler sem sentir como se a escrevesse a cada palavra?

E essa maldita mania humana de ver como os outros fazem em vez de criar um jeito próprio de fazer? Essa necessidade de ver se faz igual todo mundo pra não ser anormal?

Tá, as exceções que me desculpem, mas tenho cada vez mais menos motivos pra acreditar em qualquer pessoa que seja...