domingo, dezembro 25, 2005

Fiquei muito tempo sem computador e idéias pra postar. Não tenho a intenção de escrever pouco, se estiver com preguiça de ler nem comece...

Tô afim de falar sobre a dor, sobre a genialidade e sobre imortalidade. E pra ficar bastante confuso, sobre o ponto de intercepção disso tudo. Tudo começou com um programa de televisão aberta, e não interessa qual, que mostrou o "castelo incantato". Um lugar na Sicília, onde um cara com uma puta dor de cotovelo, uma dor profunda por ter perdido o grande amor da vida dele (mais ou menos o de sempre) esculpiu em pedra e em algumas árvores do terreno, rostos. Todos com uma expressão melancólica, de desânimo. Bom, o cara se imortalizou com a "obra" e a mulher, uma nova-iorquina, ninguém nem sabe quem era.


Depois de ter visto isso, fiquei pensando sobre muitos autores, escultores, escritores, enfim, os caras que de certa forma saíram da normalidade e se eternizaram em livros, em esculturas e em outros campos. Alguns desses caras nem tinham nada de mais legal que o resto do mundo, tirando uma dor ultra super grande que sentiam (principalmente alguns nomes do romantismo, os ultra românticos principalmente). Ou esses caras não encontraram nunca o amor que tanto procuravam e sofriam por isso, ou tinham perdido esse amor ou simplesmente criavam um dor a partir do nada, meio que num esboço de auto flagelação, masoquismo ou outra palavra que expresse essa mesma idéia (eu acho que eu inventei a minha a partir do nada, depois fui adicionando elementos). Agora, juntando um pouco tudo, será que vale a pena deixar de viver uma vida normal, uma vida razoavelmente feliz, sem muitos abalos e se divertir com o que há pra se divertir? Ou vale mais ainda se imortalizar numa forma qualquer de expressão de uma dor profunda? Alguem já leu algo que escreveu enquanto estava triste e depois ficou embasbacado com o tanto que era profundo? E claro, grande parte do que chamamos de genialidade é só o exagero de algo que todos temos em pequenas doses e os caras levaram ao extremo. Enfim, vale sofrer tanto só para ser "imortal"?

A verdade é que ando me perguntando muito se vale a pena ser só um cara sorridente e saltitante ou se cultivo meu lado "quero me matar" a extremos para poder me tornar alguém mais profundo e talvez até mais sábio. Cada vez mais estou me sentindo como não parte do que vivo, num processo continuo e inexorável de desadaptação. Com raros episódios de volta à normalidade. E espero sinceramente que tudo isso que eu escrevi seja só a lua...

5 comentários:

Lors disse...

Tb espero!
Por mais que eu adore o samuka em qualquer faceta, eu sinceramente prefiro a vida legal � imortalidade.
Lembra de Tr�ia (o filme com o Brad Pitt)? Pois �... O cara sabia q ia morrer, mas foi l� lutar s� pra ficar famoso.
P�! Se ele fosse meu amigo, meu filho, meu irm�o, sei l�, eu ia ter ficado "P" da vida com ele!!! Ele deixou pra tr�s todos que o amavam s� pra ficar famoso. Muito, muito paia isso!
Mas sei l�, � s� a MINHA opini�o.
No mais, queria dizer, bem vindo de volta!!!! ;-)

Anônimo disse...

"Alguem j� leu algo que escreveu enquanto estava triste e depois ficou embasbacado com o tanto que era profundo?"
qdo li isso lembrei d qdo eu escrevi um texto assim no apice d um sentimento, qdo li depois dumas duas semanas eu fiquei assim oO e tentei melhor..!! nao consegui1! fiquei tao chocada com q eu msm tinha escrito q nem tive coragem d jogar fora(coisa q sempre fa�o) ��
gosto d ler oq vc escreve!! >D

Anônimo disse...

eu tb vi esse document�rio.. e fiquei pasma com o msm... coincid�ncia... ou n�o...

equil�brio... tranquilidade... equil�brio...

Anônimo disse...

eu n�o tenho mta vontade de ser imortal n�o..
fazia tempo mesmo que vc n�o escrevia aqui.
to no plantao
beijos
carol

Anônimo disse...

� por textos como este que eu continuo sua f�...eheheheheheh
Vc escreve muito bem e eu adoro td que vc escreve...por ser t�o novinho vc surpreende...parab�ns!!!
Bjs,
Adri