segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Engraçado como acontecem algumas coisas só pra mostrar pra gente que o tal do sempre e do nunca só servem pra ferrar. E legal que ser pessimista tb só dá em buraco. To impressionado como sorrir, mesmo que à força, tá sendo legal. To muito surpreso com o que acontece...

Nem sempre

nem nunca.

Nunca assuma,

nunca negue,

Sempre busque,

sempre se apegue!

Vou ver se acho um texto meu que falava de sempre e nunca. Era legalzinho, ao contrário disso que acabei de escrever.... hahaha Amanhã ou depois o coloco aqui! :)

sábado, fevereiro 18, 2006

Nossa, a frequncia com que to escrevendo pra esse blog tá me assustando, é muito menor do que eu imaginava que seria, e pior, não escrevi nenhuma vez nada do que pensei em escrever quando criei o blog, escrevi mais dissertações e afins.

De qualquer forma, não vou fugir a regra hj. Eu tava meditando (tudo bem, eu tava viajando na idéia) sobre uma coisa que escrevi no meu fotolog - tem um link pra ele ali no canto direito da tela - algo sobre sorrir o tempo todo, sobre ser muito mais difícil se esconder por trás de um sorriso do que mostrar o que se tenta esconder, o gasto energético é muito menor quando se mostra os sentimentos, e de acordo com algumas correntes de pensamento, mostrar faz muito menos mal.

Eu tava pensando, não é superficialidade demais sorrir sem motivos, ou com motivos para chorar. O conceito de profundidade que vejo muita gente dando às coisas é que tá errado. Não acho que profundidade precise significar sofrimento ou coisas intensas demais. Acho que o simples pode ser profundo, pode ser não vulgar, não leviano.

E eu tava pensando em escrever algo estranho como o que se segue, pra terminar, "de tanto forçar a realidade à superficialidade de um sorriso de mentira, uma hora essa superficialidade pode se tornar o real e mais importante do que o que estava por trás. E pode adquirir uma nova profundidade, mas deixando em outros planos, agora esquecidos o que se tentava ignorar. O sorriso deixaria entÃo de ser de mentira, e o que ele escondia é que se torna mentira..."

E é isso!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Minha nova música ofical interina:

Eu Não Bebo Mais

Composição: Matanza

"Eu não bebo mais
Chega de beber conhaque de Alcatraz
Gasolina de avião e óleo diesel
No copo com limão

Eu não bebo mais
Show no Mercy, Reign in Blood, Death Rite
Cicuta club soda, gin é foda
Pau pereira nunca mais

Há muito tempo eu chego em casa muito mal
Sem saber direito o que que aconteceu
Eu parei, eu jurei pra minha mulher
O problema é que ela bebe mais que eu."

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu...

Acho que é roda viva a música de onde saiu isso aí de cima. É engraçado como ultimamente tem rodado mensagens "sábias" pela net. Eu já cheguei a criar duas teorias sobre essa sabedoria.
- Quando se escreve muito, sobre o que pensa, o que sabe, sobre tudo, muito mesmo, alguma hora alguém vai ler algo legal que vc escreveu e vc virará citação de sabedoria...
- Há uma inteligência maior por trás disso tudo e nem sempre a gente está de fato no controle do que estamos fazendo, daí algo que precisa circular, ser lembrado, é contado ou dito através do que estamos dizendo.

Mas ainda há outras teorias malucas, do tipo a minha preferida, nada disso é sabedoria de verdade, é só um monte de bobeira que alguem escreveu por que lhe ocorreu que seria divertido escrever aquilo e outrém interpretou de um jeito diferente, deu uma roupagem nova e disse: OLHA QUE PROFUNDO!!!

domingo, dezembro 25, 2005

Fiquei muito tempo sem computador e idéias pra postar. Não tenho a intenção de escrever pouco, se estiver com preguiça de ler nem comece...

Tô afim de falar sobre a dor, sobre a genialidade e sobre imortalidade. E pra ficar bastante confuso, sobre o ponto de intercepção disso tudo. Tudo começou com um programa de televisão aberta, e não interessa qual, que mostrou o "castelo incantato". Um lugar na Sicília, onde um cara com uma puta dor de cotovelo, uma dor profunda por ter perdido o grande amor da vida dele (mais ou menos o de sempre) esculpiu em pedra e em algumas árvores do terreno, rostos. Todos com uma expressão melancólica, de desânimo. Bom, o cara se imortalizou com a "obra" e a mulher, uma nova-iorquina, ninguém nem sabe quem era.


Depois de ter visto isso, fiquei pensando sobre muitos autores, escultores, escritores, enfim, os caras que de certa forma saíram da normalidade e se eternizaram em livros, em esculturas e em outros campos. Alguns desses caras nem tinham nada de mais legal que o resto do mundo, tirando uma dor ultra super grande que sentiam (principalmente alguns nomes do romantismo, os ultra românticos principalmente). Ou esses caras não encontraram nunca o amor que tanto procuravam e sofriam por isso, ou tinham perdido esse amor ou simplesmente criavam um dor a partir do nada, meio que num esboço de auto flagelação, masoquismo ou outra palavra que expresse essa mesma idéia (eu acho que eu inventei a minha a partir do nada, depois fui adicionando elementos). Agora, juntando um pouco tudo, será que vale a pena deixar de viver uma vida normal, uma vida razoavelmente feliz, sem muitos abalos e se divertir com o que há pra se divertir? Ou vale mais ainda se imortalizar numa forma qualquer de expressão de uma dor profunda? Alguem já leu algo que escreveu enquanto estava triste e depois ficou embasbacado com o tanto que era profundo? E claro, grande parte do que chamamos de genialidade é só o exagero de algo que todos temos em pequenas doses e os caras levaram ao extremo. Enfim, vale sofrer tanto só para ser "imortal"?

A verdade é que ando me perguntando muito se vale a pena ser só um cara sorridente e saltitante ou se cultivo meu lado "quero me matar" a extremos para poder me tornar alguém mais profundo e talvez até mais sábio. Cada vez mais estou me sentindo como não parte do que vivo, num processo continuo e inexorável de desadaptação. Com raros episódios de volta à normalidade. E espero sinceramente que tudo isso que eu escrevi seja só a lua...