Por caminhos certos, sigo minha vida errada. Ela se esconde, finge não me ver.
Mas ainda assim, a sigo. Ela acelera o passo, se mistura na multidão,
sobe em edifícios, voa em aviões, entra e sai de hospitais e faz tanto e tanto, que por fim, a perco de vista.
Então desisto e sigo meu próprio caminho, acordo por que tenho que acordar, durmo por que é preciso e tudo acontece por que deveria acontecer.
De repente tenho a sensação de ser observado, alguém me vigia. Alguém se esconde quando me viro procurando quem me observa. Quase vejo um vulto virando a esquina, saindo do banco, descendo o próximo lance de esccadas. E começo a pensar quem seria, ou, o que seria um motivo maior de surpresa, por que ME seguir.
Seria minha vida? Seria ela quem toca minha campanhia no meio da noite e sai correndo? Quem me liga no meio da madrugada e não diz nada só pra me escutar dizendo: "alô"?
E sigo assim, sem saber como viver certo minha vida errada, fugindo de mim mesmo e da minha própria vida que me persegue.
segunda-feira, maio 16, 2011
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