Madrugadas
Existem dois tipos de insônia, as insônias puras e verdadeiras, de passar a noite sem nem conseguir pensar em deitar (de novo) e ficar rolando na cama. E as insônias falsas, criadas e cultivadas. Alimentadas com muitos tipos de sentimentos e várias horas de falta do que fazer. Eu tenho dos dois tipos, a insônia verdadeira me incomoda menos do que a criada, e esta normalmente está associada a alguma angustia que estou sentindo, ou apreensão. É gostoso e perigoso escrever nessas horas, na verdade, estou me segurando para não escrever um hino de exaltação à escuridão ou algo do gênero pra não ficar muito repetitivo. Mas acho que vale a pena terminar esta pequena postagem com uma frase de efeito ou uma citação qualquer...
Deixe-me pensar...
E assim, esqueci quem disse, talvez tenha sido eu.
"Não, isso não se parece com ele, se me dissessem que ele cortou os pulsos e escreveu uma poesia com o próprio sangue enquanto se esvaia, aí sim faria sentido."
E não resistindo aos gritos da minha alma.....
Em algum lugar,
distante e ainda próximo,
no mais profundo, escuro,
encardido e tenebroso recanto de mim mesmo,
aonde poucas vezes eu ousava ir,
uma voz gritava.
Nunca consegui escutá-la com certeza,
mas sempre me parecia importante ouvir o que tinha a dizer.
Algumas vezes escutei a palavra AMOR,
em outras escutei palavras de dor.
Mas nunca consegui descobrir,
por mais que me esforçasse,
o que, disso tudo, fazia algum sentido....
E nada de construtivo por hoje... hehehehe Boa noite aos eventuais transeuntes.